segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

O Caminho da Beleza 02 - II Domingo do Advento


O Caminho da Beleza 02
Leituras para a travessia da vida

 
“O conceito de sabedoria é aquele que reúne harmonicamente diversos aspectos: conhecimento, amor, contemplação do belo e, também, ao mesmo tempo, uma ‘comunhão com a verdade’ e uma ‘verdade que cria comunhão’, ‘uma beleza que atrai e apaixona’” (Francisco).

Quando recebia tuas palavras, eu as devorava; tua palavra era o meu prazer e minha íntima alegria” (Jr 15, 16).

“Não deixe cair a profecia” (D. Hélder Câmara, 1999, dias antes de sua passagem).

 

Imaculada Conceição de Nossa Senhora                        08.12.2013
Gn 3,9-15.20                     Ef 1, 3-6.11-12                    Lc 1, 26-38

 

ESCUTAR

 
“Adão disse: ‘A mulher que tu me deste por companheira, foi ela que me deu o fruto da árvore e eu comi’” (Gn 3, 12).

 
“Ele nos predestinou para sermos filhos adotivos” (Ef 1, 5).

 
“Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” (Lc 1, 28).

 

MEDITAR

 
“O papel da mulher na Igreja é de serviço, não de servidão” (Francisco).

 
“O que é bom para mim se Maria deu à luz ao Filho de Deus 1400 anos atrás e eu não dou à luz ao Filho de Deus na minha própria pessoa e no meu tempo e cultura? (...) Nós somos todos predestinados a ser mães de Deus” (Mestre Eckhart).

 

ORAR

 
A festa que hoje celebramos é festa da Mulher cuja descendência vencerá completamente o Mal e a Morte, pois existe uma hostilidade recíproca entre a serpente, símbolo do Mal, e a descendência da Mulher. Maria não é imaculada por seu próprio mérito, mas por um dom de Deus e o é desde o começo da sua existência quando a sua vontade não podia ainda intervir e se manifestar. E, também nós, o Pai “em Cristo, nos escolheu, antes da fundação do mundo, para que sejamos santos e irrepreensíveis sob o seu olhar, no amor”. A santidade cristã não é uma santidade de separação, mas de amor e comunhão. Ser imaculado significa se separar do mal e não das pessoas. A Imaculada Conceição não separa Maria dos outros homens e mulheres, mas, ao contrário, a predispõe a um amor maior e mais universal. Maria prepara o seu coração ao dar-se com uma generosidade ilimitada para o bem de todos em união com a entrega total e amorosa do seu Filho: a ternura de Deus encarnada. Ela manifesta a sua santidade ao não conceber e alimentar sentimentos de orgulho em razão desta grande dignidade que lhe é prometida. Maria se apresenta como serva e se coloca absolutamente disponível aos desígnios de Deus. A Imaculada Conceição participa deste desígnio de amor e nos prepara não somente para a festa de Natal, mas para o mistério pascal de Jesus. Identificada aos pobres de Deus, Maria testemunhará o seu Filho se deixar tocar por impuros, se sentar com pecadores, ter entre seus seguidores mulheres, discípulos de má fama e morrer crucificado entre malfeitores. A comunidade eclesial deve viver esta disponibilidade de Maria e de Jesus: um amor desnudado, sem normas nem enfeites, em que a santidade resplandece sem ideologia, sem interesses e em estado puro. Somos todos filhos das entranhas do Senhor (Is 49, 15) e Clemente de Alexandria escreveu: “pela sua misteriosa divindade, Deus é Pai. Mas a ternura que tem para conosco transforma-o em Mãe. Amando, o Pai torna-se feminino”. Vamos encarnar, nesta festa de Maria, as bodas definitivas da ternura de Deus com a humanidade, prometida desde a criação e vingada em Jesus de Nazaré, o Emmanuel, Deus-Conosco.

 

CONTEMPLAR

A Anunciação, Henry Ossawa Tanner, 1898, óleo sobre tela, 57,0”x 71,25”, Philadelphia Museum of Art, Estados Unidos.
 
 
 

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