Entristecidos mas sempre alegres, pobres mas enriquecendo a
muitos, nada tendo mas possuindo tudo (2 Cor 6, 10).
Batismo do Senhor
Is 42, 1-4.6-7 At
10, 34-38 Mt 3,
13-17
ESCUTAR
“Assim fala o
Senhor: ‘Eis o meu servo – eu o recebo; eis o meu eleito – nele se compraz
minha alma; pus o meu espírito sobre ele, ele promoverá o julgamento das nações’”
(Is 42, 1).
“De fato, estou compreendendo que Deus não faz
distinção entre as pessoas. Pelo contrário, ele aceita quem o teme e pratica a
justiça, qualquer que seja a nação a que pertença” (At 10, 34-35).
“Mas João protestou, dizendo: Eu preciso ser batizado
por ti, e tu vens a mim” (Mt 2, 14).
MEDITAR
A vida não é um sonho, um plano do homem; ela é um consentimento. Deus nos guia pelos fatos: cabe a nós dizer sim ou não.
(Abbé
Pierre)
Quando dispomos da missão de Deus, como se fosse nossa, consumimos inutilmente a graça, ignoramos o amor que existe na vontade divina e nos atiramos no abismo do nosso próprio eu. Quanto mais esta autonomia adota uma atitude piedosa, tanto mais se distancia do Espírito Santo.
(Hans Urs
von Balthasar)
ORAR
No batismo do Senhor há nova
epifania, uma nova proposta de luz, um novo convite para abrir os olhos. As
manifestações do Senhor continuam. O batismo de Jesus se emoldura no quadro do
relato do profeta e o Espírito acompanha e sustenta o Servo na sua empreitada.
Jesus tem como missão manifestar o desígnio de Deus de que a justiça e o amor
vão além das fronteiras de Israel. Esta empreitada não se realiza com as armas
da força, do poder, das ameaças, dos medos e dos castigos, mas com a humildade,
doçura, mansidão e compreensão. O Servo anuncia o perdão e a misericórdia e por
isto não tem necessidade de gritar e nem de clamar. Cristo proclama que veio
salvar o que estava perdido e por isto e para isto pousa sobre Ele a palavra
solene do Pai: “Este é o meu Filho amado, no qual eu pus o meu bem querer”. O
teólogo dominicano Schillebeeckx afirma: “A luz de Deus parece que só pode
queimar na terra como azeite de nossas vidas. Sobretudo com o azeite da justiça
e do amor”. Ser discípulo não significa desempenhar o papel de mestres que
querem doutrinar os outros, mas apresentar-se como simples alunos na espera
impaciente de ser ensinados por Deus, por sua Palavra, pela história e pelos
outros homens e mulheres. Se quisermos encontrar um cristão, precisamos entrar
na casa de outras pessoas diferentes de nós.
(Manos da Terna Solidão/Pe. Paulo, mts e Pe. Eduardo
Spiller, mts)
CONTEMPLAR
Nós somos
batizados em Jesus Cristo, somos batizados em sua morte, 1945, Georges Rouault (1871-1958), placa 30 da série Miserere, gravura em metal, 552 x 424
mm, Fundação Georges Rouault, Paris, França.
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