quarta-feira, 3 de junho de 2026

O Caminho da Beleza 31 - X Domingo do Tempo Comum

Entristecidos mas sempre alegres, pobres mas enriquecendo a muitos, nada tendo mas possuindo tudo (2 Cor 6, 10).


X Domingo do Tempo Comum

Os 6, 3-6                               Rm 4, 18-25                           Mt 9, 9-13

 

ESCUTAR

Quero amor, e não sacrifícios, conhecimento de Deus, mais do que holocaustos (Os 6, 6).

Ele, Jesus, foi entregue por causa de nossos pecados e foi ressuscitado para nossa justificação (Rm 4, 25).

“‘Quero misericórdia e não sacrifício’. De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores” (Mt 9, 13).

 

MEDITAR

Os ministros do Evangelho devem ser capazes de aquecer o coração das pessoas, de caminhar na noite com elas, de saber dialogar e mesmo de descer às suas noites, na sua escuridão, sem perder-se. O povo de Deus quer pastores e não funcionários ou “clérigos burocratas”.

(Papa Francisco)

Os pecadores conhecem a Deus, os justos ainda O estão procurando.

(Hans Urs Von Balthasar)

 

ORAR

    Jesus nos chama a um compromisso sem limites com os doentes e pecadores. E para Jesus, comprometer-se é romper a monotonia e forçar a si mesmo a permanecer no amor e na solidariedade, eliminando os caprichos, as fantasias e os pretextos que são as outras tantas faces do egoísmo mesquinho. Jesus estava sentado à mesa e muitos cobradores de impostos e pessoas de má fama apareceram e foram se sentando, pois as mesas de Jesus são a expressão pública da acolhida e da compaixão. O evangelista nos desvela que a chamada de um se transforma na chegada de muitos, ainda que os que se acreditam justos, puros e sem pecados se escandalizem. A comunidade eclesial não pode se acomodar num oásis de fervor religioso por não suportar a aventura da fé no deserto de Deus. A vida sacramental é muito mais que a mera administração normativa dos sacramentos e, mais ainda, do que a estatística sociológica e rudimentar dos milhares de fiéis aglomerados e pegajosos como uma massa sem fermento. Temos que testemunhar, como Jesus, que os sacramentos são gestos de amor e misericórdia para todos. Nas mesas de Jesus, Ele mesmo se converte em comida e bebida para os que dele necessitam. Nossas eucaristias devem superar toda e qualquer tentação de se tornarem pedra de divisão entre os de dentro e os de fora, pois elas são os sinais desta comunidade escatológica e messiânica que reúne e une todos os povos num só corpo e num só espírito. Se as igrejas não puderem ser isto, não serão igrejas de Cristo e se nossas ceias eucarísticas não forem isto não serão a eucaristia do Senhor. Como nos escreve Eusébio de Cesaréia: “A Igreja uma vez que alcançou a salvação necessita constantemente da mesma salvação”. E como somos um povo santo e pecador, devemos nos revestir, com humildade, das palavras de Jesus: “Em verdade, em verdade vos digo, que os publicanos e as prostitutas vos precedem no Reino do meu Pai” (Mt 21,31). Mais do que nunca, os doentes e os pecadores são os sinais da presença do Reino e da salvação no meio da perdição do mundo corrupto em que nós somos, movemos e existimos.

(Manos da Terna Solidão/Pe. Paulo Botas, mts e Pe. Eduardo Spiller, mts)

 

CONTEMPLAR

S. Título, 2025, Anita Andrzejewska (1970-), da série “Dançando para despertar seu sonho”, Polônia.



 

 

 

 

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