Entristecidos mas sempre alegres, pobres mas enriquecendo a
muitos, nada tendo mas possuindo tudo (2 Cor 6, 10).
X Domingo do Tempo Comum
Os 6, 3-6
Rm 4, 18-25
Mt 9, 9-13
ESCUTAR
Quero amor, e não sacrifícios, conhecimento de Deus, mais do
que holocaustos (Os 6, 6).
Ele, Jesus, foi entregue por causa de nossos pecados e foi
ressuscitado para nossa justificação (Rm 4, 25).
“‘Quero misericórdia e não sacrifício’. De fato, eu não vim
para chamar os justos, mas os pecadores” (Mt 9, 13).
MEDITAR
Os ministros do Evangelho devem ser
capazes de aquecer o coração das pessoas, de caminhar na noite com elas, de
saber dialogar e mesmo de descer às suas noites, na sua escuridão, sem
perder-se. O povo de Deus quer pastores e não funcionários ou “clérigos
burocratas”.
(Papa Francisco)
Os pecadores conhecem a Deus, os
justos ainda O estão procurando.
(Hans Urs Von Balthasar)
ORAR
Jesus nos chama a um compromisso sem limites com os doentes e pecadores. E para Jesus, comprometer-se é romper a monotonia e forçar a si mesmo a permanecer no amor e na solidariedade, eliminando os caprichos, as fantasias e os pretextos que são as outras tantas faces do egoísmo mesquinho. Jesus estava sentado à mesa e muitos cobradores de impostos e pessoas de má fama apareceram e foram se sentando, pois as mesas de Jesus são a expressão pública da acolhida e da compaixão. O evangelista nos desvela que a chamada de um se transforma na chegada de muitos, ainda que os que se acreditam justos, puros e sem pecados se escandalizem. A comunidade eclesial não pode se acomodar num oásis de fervor religioso por não suportar a aventura da fé no deserto de Deus. A vida sacramental é muito mais que a mera administração normativa dos sacramentos e, mais ainda, do que a estatística sociológica e rudimentar dos milhares de fiéis aglomerados e pegajosos como uma massa sem fermento. Temos que testemunhar, como Jesus, que os sacramentos são gestos de amor e misericórdia para todos. Nas mesas de Jesus, Ele mesmo se converte em comida e bebida para os que dele necessitam. Nossas eucaristias devem superar toda e qualquer tentação de se tornarem pedra de divisão entre os de dentro e os de fora, pois elas são os sinais desta comunidade escatológica e messiânica que reúne e une todos os povos num só corpo e num só espírito. Se as igrejas não puderem ser isto, não serão igrejas de Cristo e se nossas ceias eucarísticas não forem isto não serão a eucaristia do Senhor. Como nos escreve Eusébio de Cesaréia: “A Igreja uma vez que alcançou a salvação necessita constantemente da mesma salvação”. E como somos um povo santo e pecador, devemos nos revestir, com humildade, das palavras de Jesus: “Em verdade, em verdade vos digo, que os publicanos e as prostitutas vos precedem no Reino do meu Pai” (Mt 21,31). Mais do que nunca, os doentes e os pecadores são os sinais da presença do Reino e da salvação no meio da perdição do mundo corrupto em que nós somos, movemos e existimos.
(Manos da Terna Solidão/Pe. Paulo
Botas, mts e Pe. Eduardo Spiller, mts)
CONTEMPLAR
S. Título, 2025, Anita Andrzejewska (1970-), da
série “Dançando para despertar seu sonho”, Polônia.
Nenhum comentário:
Postar um comentário