terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

O Caminho da Beleza 15 - Quarta-Feira de Cinzas

Entristecidos mas sempre alegres, pobres mas enriquecendo a muitos, nada tendo mas possuindo tudo (2 Cor 6, 10).


Quarta Feira de Cinzas

Jl 2, 12-18               2 Cor 5, 20- 6, 2               Mt 6, 1-6.16-18

 

ESCUTAR

Rasgai o coração, e não as vestes, e voltai para o Senhor, vosso Deus (Jl 2, 13).

“No momento favorável eu te ouvi, e no dia da salvação eu te socorri”. É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação. (2 Cor 5, 2).

Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens só para serdes vistos por ele. (Mt 6, 1).

 

MEDITAR

O que importa é Deus. Viver unido a Deus, nas luzes e nas noites da caminhada. Ora, viver unido a Deus é morrer a si mesmo, abraçando a cruz cotidiana no seguimento de Jesus e abrindo o coração aos outros, na alegria do Espírito.

(Francisco Catão)

 

ORAR

“Rasgai os vossos corações e não as vestes” é o apelo profundo do profeta para nós neste “tempo propício” que o apóstolo Paulo nos recorda. Não é um tempo depressivo como muitas vezes queremos fazer, mas um tempo de conversão. E converter-se não é apenas “tomar consciência” das nossas coisas, mas mudar a nossa prática de vida. Só existe conversão quando existe uma mudança de prática no nosso viver. É um tempo penitencial não porque temos que inventar sacrifícios, mas porque devemos nos reconciliar com nossos irmãos e irmãs e, consequentemente, nos reconciliar com o Pai, no Filho, pelo Espírito Santo. Para nós cristãos, é um tempo de recolhimento e de testemunho. Não é um tempo para festas, rifas, bingos ainda que possam render alguma coisa para os mais necessitados e para as nossas paróquias e pastorais. É um tempo de perdão. “Não quero sacrifícios, mas a misericórdia”, proclama o profeta Oséias. Para que este tempo penitencial possa encontrar o seu verdadeiro significado e valor para Deus, devemos trazê-lo para o nosso interior, para o invisível. Jesus nos aconselha a dar esmolas, rezar e jejuar de uma maneira discreta para que essas oferendas sejam recompensadas pelo Pai que conhece o mais íntimo dos nossos corações. Ninguém faz penitência para ser recompensado por Deus. Antes de tudo fazemos penitência para podermos nos identificar e seguir a Jesus Cristo. E, fazer penitência, é, no mundo de hoje, nos comprometermos para que ele possa sair desta situação de miséria, de opressão e de dor em que ele se converteu. É sermos capaz de gestos, por menores que sejam, mas gestos que libertam pela sua solidariedade e compaixão. As cinzas nos lembram que somos pó e que ao pó retornaremos e, portanto, o fio condutor da nossa revisão de vida deve ser marcado pelas palavras de Jesus ao citar o profeta Isaías: “Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim”.

(Manos da Terna Solidão/Pe. Paulo Botas, mts e Pe. Eduardo Spiller, mts)

 

CONTEMPLAR

Luz de Esperança, s.d., Black Now, David Carillo, Estados Unidos, viewbug.com.




 

 

 

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