Entristecidos mas sempre alegres, pobres mas enriquecendo a
muitos, nada tendo mas possuindo tudo (2 Cor 6, 10).
Quarta Feira de Cinzas
Jl 2, 12-18 2 Cor 5, 20- 6, 2 Mt 6, 1-6.16-18
ESCUTAR
Rasgai o coração, e não as
vestes, e voltai para o Senhor, vosso Deus (Jl 2, 13).
“No momento favorável eu te ouvi,
e no dia da salvação eu te socorri”. É agora o momento favorável, é agora o dia
da salvação. (2 Cor 5, 2).
Ficai atentos para não praticar a
vossa justiça na frente dos homens só para serdes vistos por ele. (Mt 6, 1).
MEDITAR
O que importa é Deus. Viver unido
a Deus, nas luzes e nas noites da caminhada. Ora, viver unido a Deus é morrer a
si mesmo, abraçando a cruz cotidiana no seguimento de Jesus e abrindo o coração
aos outros, na alegria do Espírito.
(Francisco Catão)
ORAR
“Rasgai
os vossos corações e não as vestes” é o apelo profundo do profeta para nós
neste “tempo propício” que o apóstolo Paulo nos recorda. Não é um tempo depressivo
como muitas vezes queremos fazer, mas um tempo de conversão. E converter-se
não é apenas “tomar consciência” das nossas coisas, mas mudar a nossa
prática de vida. Só existe conversão quando existe uma mudança de
prática no nosso viver. É um tempo penitencial não porque temos que inventar
sacrifícios, mas porque devemos nos reconciliar com nossos irmãos e irmãs
e, consequentemente, nos reconciliar com o Pai, no Filho, pelo Espírito Santo.
Para nós cristãos, é um tempo de recolhimento e de testemunho. Não é um tempo
para festas, rifas, bingos ainda que possam render alguma coisa para os mais
necessitados e para as nossas paróquias e pastorais. É um tempo de perdão. “Não
quero sacrifícios, mas a misericórdia”, proclama o profeta Oséias. Para que
este tempo penitencial possa encontrar o seu verdadeiro significado e valor
para Deus, devemos trazê-lo para o nosso interior, para o invisível. Jesus nos
aconselha a dar esmolas, rezar e jejuar de uma maneira discreta para que essas
oferendas sejam recompensadas pelo Pai que conhece o mais íntimo dos nossos
corações. Ninguém faz penitência para ser recompensado por Deus. Antes de tudo
fazemos penitência para podermos nos identificar e seguir a Jesus Cristo. E, fazer
penitência, é, no mundo de hoje, nos comprometermos para que ele possa sair
desta situação de miséria, de opressão e de dor em que ele se converteu. É
sermos capaz de gestos, por menores que sejam, mas gestos que libertam pela sua
solidariedade e compaixão. As cinzas nos lembram que somos pó e que ao pó
retornaremos e, portanto, o fio condutor da nossa revisão de vida
deve ser marcado pelas palavras de Jesus ao citar o profeta Isaías: “Este povo
me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim”.
(Manos da Terna Solidão/Pe. Paulo
Botas, mts e Pe. Eduardo Spiller, mts)
CONTEMPLAR
Luz de Esperança, s.d.,
Black Now, David Carillo, Estados Unidos, viewbug.com.