Entristecidos mas sempre alegres, pobres mas enriquecendo a
muitos, nada tendo mas possuindo tudo (2 Cor 6, 10).
XXIX Domingo do Tempo Comum
Is 45, 1.4-6 1
Ts 1, 1-5 Mt 22, 15-21
ESCUTAR
“Eu sou o Senhor, não existe outro: fora de mim não há
Deus” (Is 45, 5).
Damos graças a Deus por todos vós, lembrando-vos
sempre em nossas orações (1 Ts 1, 2).
“Dize-nos, pois, o que pensas: é lícito ou não pagar
imposto a Cesar?” (Mt 22, 17).
MEDITAR
O Reino de Cristo é anunciado quando o ser humano é
libertado do que o oprime: o dinheiro e o desprezo. O ser humano torna-se livre
quando o poder se faz serviço; quando a partilha e a solidariedade tornam-se os
novos modos de viver em sociedade e na Igreja.
(D. Bernard Hubert)
Ao se
aproximar da sua morte e da sua ressurreição, Jesus se
despojou de muitas coisas. Não fez mais nenhum milagre, não estava mais no
centro da multidão, uma figura cercada por apoiadores e admiradores. Ele se
privou dos seus discípulos que o renegaram e fugiram. Finalmente, ele se
despojou das suas vestes e subiu nu na cruz. Tudo isso abriu o caminho para o
dom inimaginável da Ressurreição.
(Timothy Radcliffe)
ORAR
O Senhor confere o título de cristo – ungido – a Ciro, rei da Pérsia que nem sequer O conhecia. Um não–crente, sem etiquetas religiosas, é chamado para realizar as obras de Deus. Os judeus haviam buscado a segurança ao estreitar alianças, ao pactuar com os poderosos da vez e esquecer que a segurança somente está garantida pela fidelidade ao Senhor. Os pactos não impediram a ruína, ao contrário, causaram-na. Durante o exílio da Babilônia, a esperança enfraqueceu, mas graças ao édito de Ciro, em 598 AC, os judeus puderam voltar à sua terra. O edito de Ciro é mais convincente do que o de Constantino, recém-convertido, que aprisionou a Igreja ao poder temporal, tornando-a um império religioso. Jesus escapa da armadilha de seus interlocutores, deixando-os numa situação embaraçosa, pois delimita de uma maneira inequívoca o território espiritual e o temporal. Cristo não dá uma resposta/receita válida para todo o sempre, mas reafirma a riqueza de uma luz que existe no nosso interior: a consciência. O seguimento de Jesus não nos fornece um passaporte eterno e milagroso que resolve, automaticamente, para sempre, todos os conflitos. No nosso agir, devemos assumir nossa posição com a atuação da fé, o esforço do amor e a firmeza da esperança em Cristo. Diante da pergunta-armadilha dos fariseus, Jesus pede uma moeda, pois vivia como itinerante, sem trabalho e sem morada fixa. Ele não tinha sequer uma moeda e sua túnica não tinha bolsos. O poder limitado de César, por sua vez, chega até onde vai a sua moeda. O poder de Deus, ao contrário, é ilimitado e por isso deve receber tudo de todos. Os cristãos devem confrontar os poderes civis e religiosos que toleram e perpetuam as injustiças e prepotências. Estes poderes, ainda que da boca para fora não neguem a Deus, ofendem a sua imagem que é o homem. A imagem de César está na moeda, mas a imagem de Deus está em cada um de nós. Lamentamos quando perdemos a imagem de César, mas continuamos adoradores dos poderes quando injuriamos a imagem de Deus que está em cada um de nós e em nossos irmãos e irmãs.
(Manos da Terna Solidão/Pe. Paulo Botas, mts e Pe. Eduardo Spiller, mts)
CONTEMPLAR
S. Título, thruthsocial.com, acessado na rede em 06/10/2026.
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